A revista Unamuno, digo-o sem exagero, uma das melhores revistas do país, acaba de publicar meu texto sobre o romance Hesperio Garra de Aguilhão, de Elton Mesquita. Para ler artigo, prima o mouse aqui.
segunda-feira, 17 de outubro de 2022
sábado, 8 de outubro de 2022
UM POEMA DE JOÃO FILHO DO LIVRO AO SUL DO LABIRINTO
MIRANTE DE SANTO ANTÔNIO ALÉM DO CARMO
Não há vagas. E sempre não há vagas.
A vida está lotada e nós rodamos
e rodamos por vias tão amargas
(até as aves perdem seus ramos).
A vida está lotada e nós rodamos
e rodamos por vias tão amargas
(até as aves perdem seus ramos).
Nos estacionamentos, quem não paga?
A vida está sem crédito, em desânimo,
o débito dos dias nos esmaga
entre carros que não estacionamos.
A tarde fragiliza corações,
nos pega em pleno trânsito sem brechas
(o medo escala sujos paredões);
(o medo escala sujos paredões);
uma buzina em outra se propaga,
-- Não sabe dirigir! -- escuto a pecha,
pois não há vagas, sempre não há vagas.
quarta-feira, 5 de outubro de 2022
Fingir a dor que deveras sente – uma leitura de “Ao Divino Assassino” de Bruno Tolentino
Um ensaio sobre "Ao divino Assassino", de Bruno Tolentino, tal como a maior parte de nós conhecemos, e sobre uma variante deste poema que Tolentino escreveu nos anos 80, quando ainda não era dedicado à Anecy Rocha, e a relação com sua opera omnia, publicado na Revista Unamuno, cujo linque é este:
sábado, 16 de fevereiro de 2019
A Outra Via
Confiram aqui os cursos oferecidos pelo site Outra Via que, além de oferecerem o que de melhor pode haver de mais relevante no mundo da cultura, estão com preços muito acessíveis.
Da série de cursos do Outra Via
Uma aula imperdível do professor Carlos Ramalhete no site Outra Via. Para comprar o curso, clique aqui.
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
PROUST E O CONTROLE DA NARRATIVA
Muitas vezes, quando nossa vida parece prosaica demais, sem peripécias, damos asas à imaginação e começamos a elaborar-lhe uma história incrível em que somos os protagonistas triunfantes e, não raras vezes, emulamos as personagens literárias ou televisivas que admiramos e suas intrigas e, em alguns momentos, lhe vestimos a pele para viver suas aventuras e assim esperamos superar a mediocridade que enxergamos ou supomos enxergar.
Outro grande momento do espírito humano captado por Proust.
Coitada da senhora Leonie que não dispunha de facebook para escrever fancics para seus seguidores.
PROUST E RIVALIDADE EM TODAS AS CLASSES
Que mané luta de classes! A
rivalidade entre as pessoas do mesmo meio, no caso, entre pessoas que pertencem
à criadagem, ou como se diria na linguagem da moda, em "situação de
criadagem", e não entre estas e seus patrões, é muito mais divertida e as
intrigas que resultam disso são tão engenhosas quanto as que são armadas pelos
aristocratas. Proust, com aquele ar blasé, conhecia humanidade por onde quer
que passasse e em todos os meios.
O trecho acima é de No caminho de Swann, trad. Mário Quintana
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